Indicações e Contra-indicações
A cirurgia de ginecomastia é indicada para homens que apresentam aumento anormal do volume mamário, resultante do desenvolvimento excessivo da glândula mamária, de acumulação de tecido adiposo ou de uma combinação de ambos. Esta condição pode ocorrer em diferentes fases da vida, nomeadamente na adolescência, idade adulta ou envelhecimento, e pode estar associada a fatores hormonais, genéticos, uso de determinados medicamentos, consumo de substâncias ou a causas idiopáticas, quando não é identificada uma origem específica.
A intervenção cirúrgica é considerada quando a ginecomastia é persistente, causa desconforto físico, sensibilidade local ou impacto psicológico significativo, e não regride com tratamento médico ou controlo dos fatores desencadeantes. É recomendada, preferencialmente, em pacientes com peso estável e após exclusão de patologias hormonais ou sistémicas subjacentes que possam justificar o aumento mamário.
A cirurgia está contraindicada em doentes com doenças clínicas não controladas, como alterações da coagulação, patologias cardíacas relevantes ou infeções ativas. O tabagismo constitui igualmente um fator de risco para complicações pós-operatórias, sendo aconselhada a sua suspensão antes e após o procedimento. A avaliação clínica individualizada é essencial para determinar a indicação cirúrgica, a técnica mais adequada e os riscos associados em cada caso.
Descrição do Procedimento
A correção cirúrgica da ginecomastia é realizada em ambiente hospitalar ou em regime de cirurgia de ambulatório, sob anestesia geral ou anestesia local com sedação, dependendo da extensão do procedimento e das características do paciente. A duração da cirurgia varia consoante a quantidade e o tipo de tecido a remover.
Quando o aumento mamário é predominantemente glandular, procede-se à excisão da glândula mamária através de uma pequena incisão, habitualmente localizada na margem inferior da aréola. Nos casos em que existe excesso de tecido adiposo, a lipoaspiração pode ser utilizada isoladamente ou em associação à remoção glandular, permitindo uma remodelação mais homogénea do contorno torácico. Em situações de excesso cutâneo significativo, pode ser necessária a remoção de pele adicional.
No final do procedimento, as incisões são suturadas de forma cuidadosa e pode ser colocada uma cinta compressiva para auxiliar a adaptação dos tecidos e reduzir o edema pós-operatório. O período de recuperação inclui restrição temporária de esforços físicos, uso contínuo da cinta e acompanhamento médico regular. Todos os detalhes relativos à técnica, riscos, limitações e cuidados pós-operatórios devem ser discutidos de forma clara durante a consulta pré-operatória.
